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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Segurança

Polícia apreendeu droga enviada em embalagens de chá!

A Polícia Federal apreendeu um homem de 41 anos por suspeita de tráfico de drogas, na quarta-feira (8). Segundo a corporação, ele já foi condenado a 82 anos de prisão por crimes como latrocínio e roubo, mas fugiu quatro vezes do sistema penitenciário.
A polícia recebeu a informação de que ele receberia, em casa, na Ilha de Itamaracá (PE), drogas enviada pelo Sedex, o serviço de entrega rápida dos Correios.
Os policiais foram até a região e identificaram o suspeito. Na quarta, ele seguiu até a delegacia de Abreu e Lima (PE), de moto-táxi, e afirmou que havia perdido documentos. De acordo com as investigações, ele iria usar a certidão com o nome falso para retirar a encomenda enviada pelo correio.
Quando o documento ficou pronto, o suspeito foi detido pelos agentes federais. Todos foram até a agência dos Correios e encontraram um pacote com o nome falso.
Durante a vistoria, os policiais encontraram 1,8 quilo de pasta base de cocaína dentro de pacotes de chá. A Polícia Federal diz que a droga seria transformada em crack.
Neste ano, a PF prendeu 22 pessoas por tráfico de drogas na região metropolitana do Recife. No total, foram apreendidos 22,1 quilos de cocaína e cem quilos de maconha.


Fonte: G1-Globo

segunda-feira, 23 de março de 2009

Assuntos Gerais

Brasileiros sofrem com invasão em seu computador

"A Symantec divulgou hoje mais um estudo sobre segurança. O estudo foi feito em 12 países - EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Suécia, Japão, Índia, China, Austrália e Brasil com 6.427 adultos com 18 anos ou mais (incluindo 1.297 pais de jovens com idade entre 8 e 17) e 2.614 jovens e crianças entre 8 e 17 anos que ficam pelo menos uma hora online por mês.
O resultado: 40% dos brasileiros adultos ouvidos admitem que já sofreram algum ataque remoto com vistas à invasão do computador.
No mundo, 99% dos pesquisados afirmam tomar medidas para se proteger, mas muitos deixam de lado cuidados preciosos. Dois usuários em dez não têm um software de segurança instalado no computador e outros dois em dez não rodam o programa de varredura de vírus constantemente.
Dos pais brasileiros ouvidos, quase metade, 48% se diz propensa a reprimir os filhos caso descubram comportamentos inadequados na navegação pela internet. Por outro lado, 74% dos pais afirmam saber o que os filhos vêem online e 72% dos jovens e crianças dizem que os pais sabem o que eles fazem na web. Será mesmo?
O problema da perda de informações no microcomputador também foi abordado. No geral, metade dos adultos presentes, cerca de 48%, enfrentou um travamento do disco rígido, e 32% perdeu dados valiosos.

Globo online"

Segurança

Em São Paulo, a ISC Brasil 2009 apresentou as últimas novidades tecnológicas para melhorar a segurança.

Câmeras que enxergam no escuro, sensor que reconhece a retina e a palma da mão, portas que só giram se o cartão magnético for reconhecido. Dificultar a ação dos criminosos é o objetivo de todos os equipamentos expostos na feira. As câmeras ganharam mais alcance e precisão. São olhos de águia: elas captam imagens de faces e depois o equipamento localiza a pessoa no meio da multidão. O olhar eletrônico também ganhou memória e voz, e criou asas. Um helicóptero operado por controle remoto filma e fotografa a até três mil metros de altura.

A criatividade de quem produz esses equipamentos atrai cada vez mais consumidores domésticos, e o setor parece não enfrentar crise. "Em 2008, o mercado de segurança eletrônica movimentou R$ 2,5 bilhões e espera crescer esse ano", afirma o gerente da feira, José Danghesi.
Mesmo quem vende segurança alerta: não adianta nada investir em equipamentos modernos se não houver preparo de quem vai usar e operar o sistema. Para facilitar a vida dos profissionais, os inventores estão preocupados também em tornar os controles mais portáteis. Já há, inclusive, sistemas que possibilitam, por exemplo, desligar um carro pelo celular.

Fonte: O Dia Online

terça-feira, 17 de março de 2009

Falta delegados no interior da Bahia!

Delegacias do interior da Bahia estão sem titulares
Glauco Wanderley e Miriam Hermes, do A TARDE

Luiz Tito/Agência A TARDEAposentado precisou de atendimento na delegacia de Mansidão, mas encontrou a porta fechadaUm terço das delegacias no interior da Bahia está sem delegados titulares. O número é fruto de levantamento feito no início de fevereiro, pelo delegado Bernardino Filho, responsável pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin) da Polícia Civil. Ao todo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, existem 406 delegacias no interior do Estado, o que significa que algumas cidades não dispõem sequer da estrutura física, já que são 417 os municípios baianos.

As 132 delegacias (ou 32,5%) não possuem um titular. Por conta dessa defasagem, há delegados dividindo-se em duas ou mais cidades. O resultado é que o profissional não tem como dar conta do serviço e a população, quando precisa de atendimento, fica desamparada. Foi o que aconteceu com o aposentado Felipe Francisco dos Santos, 66, em Mansidão (a 1.110 km de Salvador e a 15 km da fronteira da Bahia com o Piauí). “Pela primeira vez na vida precisei da delegacia, mas liguei para cá três vezes e ninguém atendeu. Resolvi vir e encontrei a porta fechada”, reclama. Ele já se preparava para deixar o local, quando o agente policial chegou, justificando estar em horário de almoço, apesar de já passar de 14h30.

Mansidão está sem titular há cinco anos e recebe a visita do delegado de Riachão das Neves, Arnóbio Dionísio Soares, só em casos de extrema necessidade. A falta de delegado atrapalha a abertura de inquérito, como explica o comandante do destacamento da PM na cidade, sargento Demétrio. “Temos que remover a pessoa acusada até a cidade mais próxima que tenha delegado. Como em Santa Rita de Cássia (a 1.044 km de Salvador) também não tem titular, muitas vezes temos que nos deslocar até Riachão das Neves ou Barreiras, distante mais de 250 km”.

Queixa – A vizinha Santa Rita de Cássia está sem titular há três meses e também é atendida pelo delegado de Riachão das Neves, que informou à reportagem que uma vez por semana, às quartas-feiras, se desloca para Santa Rita. Apesar disso, a atendente Marisa Martins, 29, se queixou de que o pai tinha uma queixa registrada há 10 dias por causa de um problema com um vizinho de fazenda e ainda não tinha conseguido falar com o delegado.

“Nosso município precisa muito de uma autoridade competente para resolver esses problemas e trazer mais tranquilidade à população”, suplica. Santa Rita tem 26.135 habitantes (de acordo com dados de 2007, do IBGE). A falta de delegado ou policiamento de um modo geral instaura situação de medo para a população. Os ladrões parecem se sentir seguros, certos de que ficarão impunes.

Em Itamari (a 328 km de Salvador), por exemplo, o comerciante Ambrósio Silva, dono de um bar, teve o seu aparelho de DVD levado por um assaltante que o ameaçou com uma faca. “A gente sabe quem é a pessoa, mas não adianta dar queixa na delegacia se não tem policiais e nem delegado”, observa. A cidade é atendida pelo delegado da vizinha Teolândia.

Outro comerciante, Lucas de Souza, se queixa de que o aumento do tráfico de drogas na cidade tem trazido uma elevação também dos casos de furtos no comércio local.

Boca fechada – Manter-se de boca fechada ou falar apenas sob a condição do anonimato é a regra em Itatim (15 mil habitantes, a 225 km de Salvador). No bairro Salgada, considerado mais violento, houve dois homicídios este ano, atribuídos a questões do tráfico. Apesar do tamanho do município, já ocorrem disputas por pontos de venda de drogas.

O dono de um bar lamenta de que atualmente no máximo às 9h da noite tem que fechar as portas. Três idosos que conversaram com a reportagem asseguraram que ninguém mais sai à noite.

A cidade não tem delegado há mais de dois anos. Está sob os cuidados do delegado de Milagres, Gilmar Nogueira. Dois policiais civis se revezam em turnos de 15 dias diretos de plantão e 15 dias de folga. Todo o patrulhamento está a cargo de dois PMs por dia. Como a delegacia de Itatim teve as celas derrubadas, pois já não ofereciam a mínima segurança, quando alguém é preso, a PM pega a estrada para procurar vaga em alguma cidade vizinha.