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segunda-feira, 23 de março de 2009

Blog com vatapá!

A volta da boa viagem


A tradicional linha marítima entre Salvador e Maragojipe, pujante no Brasil Colônia e na primeira metade do século passado e desativada pela antiga Companhia de Navegação Bahiana (CNB) nos anos 80 por falta de passageiros, vai renascer. A viagem retorna, partindo do Mercado Modelo, de catamarã, da TWB, que começou a operar regularmente dia 16/03/09. Com a reativação dos estaleiros de São Roque e o nascente Polo Naval, passageiro não vai faltar.
Fonte: Adaptado da Coluna Tempo Presente, Jornal A Tarde

Blog com vatapá!

Modéstia Baiana!
Estava num passeio em Roma quando, ao visitar a Catedral de São Pedro fiquei abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima.Vendo um jovem padre que passava pelo local perguntei a razão daquela ostentação. O padre então me disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se eu quisesse fazer uma ligação eu teria de pagar 100 dólares.Fiquei tentado porém declinei da oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrei outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntei a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação.

Depois da Itália vim para o Brasil e vim direto para Salvador. Ao visitar a nossa gloriosa Catedral, na famosa Praça do Terreiro de Jesus, fiquei surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO - PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ).

Não me agüentei, e perguntei....

Padre, eu disse, viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 25 centavos? O Padre sorriu e disse. Meu amigo, você está na Bahia. Aqui a ligação é local.

terça-feira, 17 de março de 2009

Falta delegados no interior da Bahia!

Delegacias do interior da Bahia estão sem titulares
Glauco Wanderley e Miriam Hermes, do A TARDE

Luiz Tito/Agência A TARDEAposentado precisou de atendimento na delegacia de Mansidão, mas encontrou a porta fechadaUm terço das delegacias no interior da Bahia está sem delegados titulares. O número é fruto de levantamento feito no início de fevereiro, pelo delegado Bernardino Filho, responsável pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin) da Polícia Civil. Ao todo, segundo a Secretaria de Segurança Pública, existem 406 delegacias no interior do Estado, o que significa que algumas cidades não dispõem sequer da estrutura física, já que são 417 os municípios baianos.

As 132 delegacias (ou 32,5%) não possuem um titular. Por conta dessa defasagem, há delegados dividindo-se em duas ou mais cidades. O resultado é que o profissional não tem como dar conta do serviço e a população, quando precisa de atendimento, fica desamparada. Foi o que aconteceu com o aposentado Felipe Francisco dos Santos, 66, em Mansidão (a 1.110 km de Salvador e a 15 km da fronteira da Bahia com o Piauí). “Pela primeira vez na vida precisei da delegacia, mas liguei para cá três vezes e ninguém atendeu. Resolvi vir e encontrei a porta fechada”, reclama. Ele já se preparava para deixar o local, quando o agente policial chegou, justificando estar em horário de almoço, apesar de já passar de 14h30.

Mansidão está sem titular há cinco anos e recebe a visita do delegado de Riachão das Neves, Arnóbio Dionísio Soares, só em casos de extrema necessidade. A falta de delegado atrapalha a abertura de inquérito, como explica o comandante do destacamento da PM na cidade, sargento Demétrio. “Temos que remover a pessoa acusada até a cidade mais próxima que tenha delegado. Como em Santa Rita de Cássia (a 1.044 km de Salvador) também não tem titular, muitas vezes temos que nos deslocar até Riachão das Neves ou Barreiras, distante mais de 250 km”.

Queixa – A vizinha Santa Rita de Cássia está sem titular há três meses e também é atendida pelo delegado de Riachão das Neves, que informou à reportagem que uma vez por semana, às quartas-feiras, se desloca para Santa Rita. Apesar disso, a atendente Marisa Martins, 29, se queixou de que o pai tinha uma queixa registrada há 10 dias por causa de um problema com um vizinho de fazenda e ainda não tinha conseguido falar com o delegado.

“Nosso município precisa muito de uma autoridade competente para resolver esses problemas e trazer mais tranquilidade à população”, suplica. Santa Rita tem 26.135 habitantes (de acordo com dados de 2007, do IBGE). A falta de delegado ou policiamento de um modo geral instaura situação de medo para a população. Os ladrões parecem se sentir seguros, certos de que ficarão impunes.

Em Itamari (a 328 km de Salvador), por exemplo, o comerciante Ambrósio Silva, dono de um bar, teve o seu aparelho de DVD levado por um assaltante que o ameaçou com uma faca. “A gente sabe quem é a pessoa, mas não adianta dar queixa na delegacia se não tem policiais e nem delegado”, observa. A cidade é atendida pelo delegado da vizinha Teolândia.

Outro comerciante, Lucas de Souza, se queixa de que o aumento do tráfico de drogas na cidade tem trazido uma elevação também dos casos de furtos no comércio local.

Boca fechada – Manter-se de boca fechada ou falar apenas sob a condição do anonimato é a regra em Itatim (15 mil habitantes, a 225 km de Salvador). No bairro Salgada, considerado mais violento, houve dois homicídios este ano, atribuídos a questões do tráfico. Apesar do tamanho do município, já ocorrem disputas por pontos de venda de drogas.

O dono de um bar lamenta de que atualmente no máximo às 9h da noite tem que fechar as portas. Três idosos que conversaram com a reportagem asseguraram que ninguém mais sai à noite.

A cidade não tem delegado há mais de dois anos. Está sob os cuidados do delegado de Milagres, Gilmar Nogueira. Dois policiais civis se revezam em turnos de 15 dias diretos de plantão e 15 dias de folga. Todo o patrulhamento está a cargo de dois PMs por dia. Como a delegacia de Itatim teve as celas derrubadas, pois já não ofereciam a mínima segurança, quando alguém é preso, a PM pega a estrada para procurar vaga em alguma cidade vizinha.